É bonito/Compre compre/Um país que se perde/Um país que se perdeu/É bonito/É bonito/Compre/Compre/Não há nada de jeito/Nada que se aproveite/Resta o desabafo/Sobra a loucura cultural/Energia/Insistência/É bonito/É bonito
A Presidente do concílio
Amor
Insustentàvel presença que dissolve todo o olhar que é diferente... Alma benévola e sã... Transparência sapiente que nos envolve e transforma... Posto que arrepia... Para lá do que é sério e normal... Carência vulgar que alimenta e atordoa... Nascimento que surge e sugere... Morte que acontece e perdoa... Força que não esmorece e ecoa... Transtorno aparente que não engana mas cresce... Nas histórias agitadas das gentes tranquilas que caminham dormentes...
Pedro Outubro de 08 in http://namagiadeumpoema.blogs.sapo.pt/
À mão
Sentou-se ao meu lado para se descalçar...
Deitado na cama manuseava o meu pénis com suavidade...
A rapariga olhava-me nos olhos... Com loucura e profundidade...
- O que queres hoje? - Perguntou.
- Não sei... Improvisa. - Respondi.
Levantou-se... Despiu a camisa.... As calças... As cuecas e o resto... Sempre a olhar-me nos olhos...
Inclinou o corpo e substituiu a minha mão...
Olhou-me nos olhos mais uma vez e chupou-me... Com tanta força e energia nos lábios... Sugava o meu pénis no seu todo... Cada vez mais rijo. e descontrolado... Torcia o meu corpo às investidas violentas e insaciáveis... Para cima e para baixo... Para a frente e para trás... Uma alma com fome que me tentava engolir...
Os seus cabelos cobriam o rosto de um corpo que ia e vinha... Presente e para sempre... Pelo menos naquele local... Naquela hora...
Em pouco tempo fez-me vir... Retirou-me da sua boca assim que sentiu os meus espasmos... E agitou-me com a mão até ao fim...
Ejaculei tudo o que tinha... Ela não parou... Foi mesmo até ao fim...
No final lambeu todo o meu sémen... Quando o esgotou... Proucurou tudo o que tinha... Com os restos do meu corpo saciou a sua boca...
Quando acabou... Olhou-me nos olhos e lambeu as suas mãos sem vergonha e com intensidade... E disse:
- Sabes... Eu não engulo... Eu como.
Enfim... Fiquei de pau feito e depois a rapariga sentou-se em cima de mim... Acabando comigo mais uma vez...
Peter Pan 2008 in http://loucurasproibidas.blogs.sapo.pt/
Muito pertinente
Era uma vez um país de merda, com gente de merda...
Tudo parecia estar bem para essa gente de merda. Por isso é que era um país de merda...
Para além desta merda... Ainda haviam politicos de merda, televisão de merda, leis de merda, entre outras merdas...
Enquanto isto... as gentes do povo, que também eram uma merda, olhavam serenamente o desenrolar da vida, que era uma boa merda...
O Contador de Histórias 2008 in http://foda-se.blogs.sapo.pt/
Uma barca navega no mar calmo e convulsivo
Ansioso, o vento atormenta e assusta quem com ele se mete
País pobremente politizado e stressamente intensivo
Gente a mais que se desdobra e finge não ver o estado desta retrete
Francisca (xica namoradeira) 2008 in http://xicanamoradeira.blogs.sapo.pt/
É para o menino e para a menina/Compre/Compre/Compre dona/É barato filha/É oferecido cavalheiro/Compre/Compre/Compre minha linda/Sem papeis/Aliás como nós
A Presidente do concílio
Invernia dos olhares
Longos são os olhares atormentantes que se dobram para lá dos outros... Maiores são as ausências que ficam para sempre como feridas que teimam em fechar... Enormes são as razões que justificam os meios... De mim mesmo... De nós... De todos nós... Desde sempre e para todo o sempre...
Pedro Setembro de 08 in http://namagiadeumpoema.blogs.sapo.pt/
Custou mas foi
Sentou-se em cima de mim e colocou-me dentro dela... Os cabelos louros cobriam o seu rosto endiabrado... Começou a cavalgar... Gritando:
- Deixa-me vir!
Inconformado... Ergui-a em peso e fiquei em cima dela...
- Não tenhas pressa. - Disse.
E lá continuei... Lentamente e sem qualquer pressa...
O chão do quarto fazia sentir-se no meus joelhos de uma forma agressiva... Porém, o prazer falava mais alto...
Entrei num jogo posicional... Rodopiei-a... Apertei-a... Levantei e baixei as suas perna... Coloquei-as no meu peito e insisti... Bati-me com força na sua crica apertada... Toquei no seu corpo... Mordi os seus mamilos... Mordi-a toda...
Sem pressas continuei... Retardando o meu orgasmo e atrasando o seu... Lentamente... Muito lentamente...
- Não aguento mais... Deixa-me vir! Peço-te!
Mesmo assim não cedi e lá continuei... Acelerando e abrandando... Entrando e saindo... Apalpando o seu corpo deliciosamente claro e fofo... Apertando e mordendo os seus mamilos... Tocando o seu anûs... Sei lá...
Inverti a posição e coloquei-a sobre mim... A rapariga sorriu de alívio e disse completamente esbaforida:
- Agora vais ver-me vir... Queres que me venha para ti?...
Apertei com força as suas mamas cheias e deixei-a cavalgar livremente...
Em liberdade e de uma forma muito doce a mulher lá ia dizendo:
- Agora vais ver-me vir... Queres que me venha para ti?... Ai... Ai, ai... Olha eu a vir-me para ti... Vê bem...
E lá continuou... Cavalgando cada vez mais à pressa e de uma forma muito doce...
A sua barrica descaída tocava na minha... Pequenos toques muito suaves e agradáveis... Um movimento demasiadamente excitante... A par das suas palavras...
- Queres que eu me venha para ti?... Olha eu a vir-me para ti... Ahhhhh... Sente... Sente-me...
Acabei por ejacular para dentro dela... A rapariga deixou cair o seu corpo para cima do meu...
- Ai... Ai... Ai... Não aguento... Não aguento...
Saí de dentro dela e disse:
- Vira-te!
Voltou-se de barriga para baixo... Deitada... Tive de a erguer... Penetrei a sua vagina ainda latejante com intensidade... Agora tinha o seu cu... Branco... Doce ao toque... Fofo... Bem na minha frente...
- Ai... Ai... Ai... - Gemia.
Empurrei-me de encontro ao seu rabo delicioso até me vir outra vez...
- Hum... Que delícia! - Exclamou a rapariga que perdia as forças mesmo á minha frente...
Peter Pan 2008 in http://loucurasproibidas.blogs.sapo.pt/
Nunca pensei
Nunca pensei que as pessoas fossem tão egoistas. Só pensam nelas! Que puta de democracia é esta? Que cabecinhas são estas? Vão-se foder! Vão-se foder! O mundo está podre! Portugal está a bater no fundo! A verdade meus amigos é que nunca pensei que vocês fossem tão estúpidos.
O Contador de Histórias 2008 in http://foda-se.blogs.sapo.pt/
Era uma rata crescida
Que vi na minha vida
Não foi no campo
Foi na cidade
Esta é a verdade
que perdeu a vergonha
Não fez ronha
Não foi seu amigo
A rata clara, suja e sebenta
Morreu aos seus pés
Esbaforida e só
Também
Ninguém aguenta
Francisca (xica namoradeira) 2008 in http://xicanamoradeira.blogs.sapo.pt/
Creio ser difícil a situação que se vive neste país/Os nossos corações estão cada vez mais fracos e tristes/A moral está a descer/Enrascadas atrás de enrascadas/Calamidades/Vidas perdidas/Buracos sem fundo/Onde parará este mundo/Se já nos lixaram o cu?
A Presidente do concílio
Avanço só pra ti
Letargia , desmazelo, esquecimento... Extensão imperiosa que consome as entranhas... As tuas e as minhas... Solidão imaginária... Deserto real... Ruptura divina que corrompe quem quer... Sonho destruído... Morte, retardo... Fardo que carrego ou doce amargo... Dor que aumenta... Farsa que alimenta... Tormenta, tormenta... Aumento para trás... Abelhudice... Sacanagem... Achado... Puta que pariu...
Pedro Agosto de 08 in http://namagiadeumpoema.blogs.sapo.pt/
Sem te ver, sem te ter
A trocar mensagens pelo telemóvel... O assunto era norma e banal... Até que... Algo mudou... As mensagens entraram numa de: “O que estás a fazer?” ... E ... “ Como tás vestida?”... E ... “O que é que te apetecia fazer agora?”...
Nunca vi esta mulher... Apenas trato de assuntos de trabalho ao telefone e por mail... Sempre fomos profissionais... Mas naquele dia as mensagens mudaram de repente... O assunto passou a ser outro... bem diferente... Quando dei por mim... Aliás, quando demos por nós... Estávamos a falar de sexo... De loucura e de prazer... De súbito, o erotismo tomou-nos... Escravizando-nos... Eu estava numa reunião, agarrado ao telemóvel... Porém, estava em rede... Numa troca desenfreada de SMSs... Escrevi: “Como tás vestida?”... “T-shirt e de cuequinha!” – Respondeu... Meu Deus – Pensei. “Adorava ter-te aqui... Dentro de mim...” – Acrescentou. “Queres bater uma em rede... Comigo?” – Perguntei... “Claro!” – Respondeu.
“Vou sair para o WC, não posso falar, mas diz-me tudo!” – Disse. “OK!” – Respondeu.
Saí da sala e dirigi-me ao WC mais próximo... Liguei no caminho...
- Somos loucos! – Esclamou.
- Achas? – Perguntei... – Conta-me tudo depressa... Não tenho tempo e não posso falar. Faz-me vir minha linda! – Provoquei.
- Ai meu Deus... Nem sei o que dizer... Eu nunca fiz isto. – Respondeu.
- Já te disse que não posso falar... Fala-me sempre... Diz-me como tás... O que gostavas que te fizesse... Ou de me fazer...
Entrei no WC e tranquei a porta... De telemóvel na orelha... Baixei as calças e já estava quase de pau feito... Agarrei-me a ele e comecei a esgalhar...
- Ai meu Deus! – Exclamava aflita... – Ora bem... Estou na minha cama... Em t-shirt e cuequinhas... Agora vou tirar as cuequinhas... Estou com a mão entre as minhas pernas... Estou tão quente e húmida... Aiii... Adorava que estivesses aqui... Ahh... Ohhh...
- O que me fazias? – Provoquei.
- O que te fazia?... Ahh... Passava a minha boca em todas as partes do teu corpo... Lentamente e muito devagar... Agarrava o teu...
A ligação caiu! Foda-se... Não tinha tempo de ligar outra vez... Continuei a sacudir-me e ejaculei... Que orgasmo maravilhoso... Fartura daquele liquido branco que me atravessou o pénis... Meu Deus... Brutal...
Depois de me vir escrevi: “ Tive de limpar a parede do WC... Estava tudo cheio de esperma...” ... “Que desperdício!” – Exclamou.
Um dia conto o resto...
Peter Pan 2008 in http://loucurasproibidas.blogs.sapo.pt/
Vão se foder todos!
... VOU DE FÉRIAS!
talvez não volte mais!
O Contador de Histórias 2008 in http://foda-se.blogs.sapo.pt/
Que bom é viver
Sentir e lembrar
Trepar o querer
Que bom é estar de férias
Maravilha, maravilha
Parvalhões e galdérias
Muita cor e muita bilha
Francisca (xica namoradeira) 2008 in http://xicanamoradeira.blogs.sapo.pt/
Prenuncio
A Presidente do concílio
Adágio da existência
Máxima força na balela que se põe... Jogo criativo e altamente desmedido... Entusiasmo maior que comove a racionalidade... Colosso assombroso e desmesurado... Milagre anormal de utilização banal... Maravilha que se sobrepõe à verdade... À nossa e a dos outros... Alegoria à realidade... Ditado da vida... Parábola... Morte do poeta... Acrescento... Encosto... Ilusão... Cegueira alucinante que embebeda os sentidos... Mutismo do carácter e surdez teleguiada... Fidelidade conspurcada... Confidência de amigos... Revelação imprópria... Segredo...
Pedro 5-7-08 in http://namagiadeumpoema.blogs.sapo.pt/
Ao almoço
Depois de uns almoços de repetida conversa acerca das futilidades da vida… Depois de prosas e cavaqueiras… Eis que algo aconteceu…
Era Verão… Aliás, quase Verão… Em mais um daqueles almoços de trabalho… Em que as conversas se prolongavam para lá do tempo que tínhamos… Para lá dos temas banais da vida comum…
Tocámo-nos por debaixo da mesa… Há muito que procurava o seu pé descalço… No momento do toque… Olhámo-nos com atenção… Fitámo-nos nos olhos por instantes… Mas não deixámos de nos tocar… Por entre as conversas vulgares que aconteciam… Começámos a acariciar-nos mutuamente… Com cuidado e sem ele… Com prazer e curiosidade…
Senti o calor no seu corpo com aquele toque de pés… No desenho da sua boca repleta de maionese, pintei um novo cenário… Uma nova acção… Só de imaginação…
Nos seus olhos assustados de mulher casada, vi um sinal de interesse… Um indício de loucura… Um presságio de algo mais…
O seu pé desnudo abandonou a sandália… Começou aos poucos a caçar-me a perna com os dois dedos maiores… Descalcei o meu sapato e trepei as suas pernas… Amansei no meio destas…
O seu rosto começava a avermelhar… A sua respiração aumentou… Porém, o controle natural funcionava… Os seus olhos profundos invadiam-me… A sua mão apanhava-me o pé e afagava-o com veemência…
Toquei-lhe na zona da vagina e oscilei o movimento… Fez-me parar… Mostrou sinais de descontrole…
Cacei o se pé e escondi-o entre as minhas pernas… Encostei-o com força e fiz questão que me sentisse… A latejar… Os seus dedos dos pés movimentavam-se em pinça… Para me apanhar… Para me agarrar e sentir…
As conversas continuavam…
A sua boca repleta de maionese estava ligeiramente aberta… A minha vontade era levantar-me e sacudir-me para cima dela…
Quando alguém se levantou, recompusemo-nos os dois… Mudámos de posição… Esperámos que todos saíssem e bebemos café… Perante olhares indiscretos mantivemos uma postura idónea… Contudo, olhávamo-nos…
- Tens maionese na boca. – Alertei.
- Oh. – Disse atrapalhada, limpando-se.
- Fica- te bem! – Exclamei.
Nesse mesmo dia … arranjámos maneira de estar um com o outro… Cruzámos os corpos incandescentes e elevamos a loucura ao seu mais alto nível…
Despropósito intencional que nos entregou de corpo e alma à transgressão…
Nesse mesmo dia em que nos encontrámos, por debaixo da mesa… Por entre conversas triviais… Onde nos tocámos de perto, embora a considerável distância… Vimo-nos noutro local e beijámo-nos…
- Isto não está certo! – Exclamou insegura.
Beijei-a novamente…
- Eu não costumo fazer isto! – Insistiu.
- Eu também não!
Peter Pan 2008 in http://loucurasproibidas.blogs.sapo.pt/
Portugália
O que se passou com a portugália da bola?
Ohhhhhh.
"Estamos" mais tristes, mais pobres e já temos desculpa para a nossa economia pobre.
O Contador de Histórias 2008 in http://foda-se.blogs.sapo.pt/
Palavra de caminhante
Ou de quem segue sozinho
Salva mirabolante
Que nos sai ao caminho
Francisca (xica namoradeira) 2008 in http://xicanamoradeira.blogs.sapo.pt/
Clister
A Presidente do concílio
O penitente
Estive no fundo… Vivi de perto a solidão e encarei o silêncio… Com amor e altivez… De pés no chão e no mundo… Fui de novo ao fundo… Vim ao de cima e cresci… Mais um pouco e outra vez…
Pedro Maio de 2008 in http://namagiadeumpoema.blogs.sapo.pt/
Olhos nos olhos
Viste-me ao longe… Há muito que não me vias… Nem eu a ti…
Porém, avançaste na minha direcção… Subiste a escada com um sorriso adorável… Leveza, magia e plenitude… Espavento do espírito… Enlevo do movimento…
Passo a passo chegaste… Levantei-me da cadeira para te esperar… Quando me levantei, já estavas lá…Bem por cima de mim…
Uma fragrância invadiu as minhas narinas sequiosas de odor… Um misto de charme e de luxúria fez-me gaguejar… Postura imponente que me abraçou por dentro e por fora… Descontrole subversivo… Inundação… Incêndio… Extravasamento… Labareda… Levar para casa… Transportar para a vida… De norte para sul… De trás para a frente… Olhos nos olhos… Bem lá dentro… Carnificina… Massacre… Atentado à sustentabilidade… Desinquietação inoportuna da oportunidade…
Olhos nos olhos… Bem lá dentro e no fundo…
De sorriso soberbo e feroz, disse:
- Nunca mais disseste nada…
Peter Pan 2008 in http://loucurasproibidas.blogs.sapo.pt/
Está na hora
O preço dos combustiveis é uma boa razão para uma tomada de atitude!
Não acham?
Vamos lá!
O Contador de Histórias 2008 in http://foda-se.blogs.sapo.pt/
Oh meu lindo país
Meu lindo Portugal
De futebol e festa és feito
Sem cor e sem desejo
Sem futuro que te assente
Ignoras o presente
Sem olhos e sem nariz
Oh meu lindo país
Minha terra natal
Meu lindo Portugal
Francisca (xica namoradeira) 2008 in http://xicanamoradeira.blogs.sapo.pt/
Telegrama
O meu país está mal. As pessoas não têm nada. O governo exige e tudo quer. Acabou o conceito de “pessoa”. Hoje somos números. Elementos estatísticos sem qualquer identidade.
A Presidente do consílio
Leveza do ser
Passo normal que abusa do chão por onde passa… Boca que ri mas que chora… Sobressalto dos membros que se agitam para lá das forças que se avizinham… Gota de orvalho que sobra e que escorre dos olhos de alguém que se mexe… Na presença e na ausência… Num abraço ou numa cuspidela…
Pedro 1-5-08 in http://namagiadeumpoema.blogs.sapo.pt/
Há muito que me olhava... Uma estranha...
Há muito que me olhava… Há muito que eu não lhe passava cartão… Mas certo dia, e talvez devido ao meu estado de espírito (naquele dia)… Também a olhei… Ela sorriu confiante… Meteu conversa… E eu desenvolvi… Blá… Blá… Blá… Por aí… Por aí…
A verdade é que esta mulher não era nada de especial… Recordo-me, durante a conversa de a ter olhado com atenção… De forma a encontrar algo nela que me pudesse despertar a atenção… Unhas de gel bem feitas e arranjadas… Óculos que escondiam uns olhos meigos e com presença… Caracóis nos cabelos e um cheirinho muito agradável… Uma fragrância suavemente atraente…
Vou comê-la (pensei) … Ela queria-me… Há já muito tempo… Afinal, há muito que me olhava…
- Vamos! – Exclamei.
Ela levantou-se prontamente e fomos no seu carro.
- Para onde vamos? – Perguntou.
- Para a tua casa. – Respondi.
- Não pode ser.
- Porquê? – Questionei.
- Isso agora… Isso agora… – Disse rindo com malandrice. – Vamos prá tua!
- Não pode ser. – Respondi.
- Porquê?
- Isso agora… Isso agora…
Estava complicado… Fomos andando e parámos num descampado… Beijámo-nos… Tocámo-nos… Bem… Por aí…
- Estou com o período. – Afirmou.
- Se não estivesses é que me admirava… Então?...
- Então? O que queres dizer? – Questionou.
- Como ficamos? O que fazemos?
- Não sei… Tenho um tampão dentro de mim.
- Dentro de ti… Queres tirá-lo ou queres que o empurre? – Propus.
- Nem penses nisso! Sujo-me toda.
Foda-se (Pensei)
- Sexo anal?
- O quê??
Meu deus (Pensei)
- Oral??...
Não respondeu… E começava a ficar desagradada… (E eu também) …
Comecei a beijá-la e dei-lhe um abraço forte… Envolvida, ganhou novamente confiança… Ficou mais segura… Ou não…
Baixei as minhas calças e com a sua mão acariciei o meu pénis… Enquanto ele crescia ela excitava-se cada vez mais (e eu também) … Para minha surpresa ela pôs lá a boca…
- Avisa-me quando te estiveres a vir. – Pediu.
Continuou… Vergada sobre o meu corpo… Para cima e para baixo… Procurei o seu rabo singelo e enfiei a minha mão dentro das suas calças… No rego…
- Já te disse que estou com o período! – Avisou… Parando o broche…
- O.K.…. Só quero tocar-te no rabo…
Não pares caralho (Pensei)
Para cima e para baixo… A sua boca gulosa descompunha-me… Enterrei um dos meus dedos dentro do seu ânus… O mais que pude… Ela excitou-se ainda mais e apressou-se ainda mais… Ejaculei…
- Foda-se! – Gritou… Olhando-me com a boca e com os óculos cheios de esperma… – Podias ter avisado. Foda-se…
- Sorry.
Boa! Muito bem. (Pensei)
Peter Pan 2008 in http://loucurasproibidas.blogs.sapo.pt/
Foda-seeeeeeeeeee
Que governo mais apaneleirado e INCOMPETENTE!!!!!!
O Contador de Histórias 2008 in http://foda-se.blogs.sapo.pt/
Dia do trabalhador
Neste dia bonito
de folga e de pausa
alguém chora lágrimas de sangue
por um dia maldito
alguém prevê o futuro
escuro e negro
longe de cantorias
longe de romarias
alguém trabalha e ninguém descansa
Francisca (xica namoradeira) 2008 in http://xicanamoradeira.blogs.sapo.pt/
Acta número dezasseis do Consílio dos Tristes
Aborto espontâneo
Ontem vi um aborto e hoje também. Amanhã verei muitos mais. Ontem senti-me um aborto, hoje também. Amanhã também me sentirei um aborto. Não seremos todos abortos espontâneos ou fabricados?
A Presidente do consílio
Agasalho
Mostra caduca… Rebenta sempre que alguém sai… Aparece de novo aos olhos de quem procura uma saída fácil… Um sorriso suave de aconchego… Como um doce que se tira às crianças… Numa lágrima que desceu e já não volta…
Pedro 2-4-08 in http://namagiadeumpoema.blogs.sapo.pt/
Estudo de caso
A frequência com que se fazia notar… Fez com que reparasse nela…
Um dia tocámo-nos… Mão na mão…
Entrei no seu jogo como aqueles jogadores que apenas buscam uma oportunidade de glória… Despi-a com os olhos e namorei com carinho a sua postura doce… Naveguei no seu corpo e cheirei os seus cabelos… Clareei o meu dia e escureci a minha noite… Num afago que esta me deu e que deixou saudade…
Amei os seus seios com a ternura de quem arrebata… De quem quer e deseja… Transgredi todas as fronteiras e estuprei segredos… Violei coincidências…
Idolatrei-a por cima… Por trás e de todas as formas… Viajei por lugares e conheci cores, odores e sabores…
Ejaculei em esconderijos que me fizeram tremer… Morrer e renascer outra vez…
Um dia… Mão na mão… Segredou-me:
- Vou já entregar isto. Não vá alguém andar à procura.
Peter Pan 2008 in http://loucurasproibidas.blogs.sapo.pt/
Dia do trabalhador - aviso
Estamos quase na miséria.
Daqui a pouco não teremos dinheiro para nada.
É melhor agir!
O Contador de Histórias 2008 in http://foda-se.blogs.sapo.pt/
Oh meu deus!
Gritava alguém de pernas abertas.
Oh senhora de Fátima!
Ajude-me!
Ahhhhhhhhh!
Alguém que me ajude!
Alguém que me acuda!
Alguém que me invente por dentro!
Alguém que me renove por fora!
Gritava alguém de pernas bem abertas
Acta número quinze do Consílio dos Tristes
Telegrama
A vida é um poço sem fundo que perdura para sempre e para lá do mundo industrializado. Era bom que todos nós tivéssemos um poço no nosso quintal. Só assim poderíamos viver sem qualquer preconceito. Para lá da teia. Só assim poderíamos sorrir.
A Presidente do consílio
Resistir ao sabor dos outros
Tartamudear de palavras… Numa ode à prisão em que vivemos… Acordados e a dormir… distraídos e com atenção… Engalanados e aprisionados… Teimamos em ficar… Tardamos em resistir… Deixamos o tempo passar…
Pedro 5-3-08 in http://namagiadeumpoema.blogs.sapo.pt/
Andreia
“Numa noite de encontros imediatos regados a álcool... Podemos descobrir sintonia no meio da multidão... Os contactos podem acentuar-se... Abrindo as almas e experimentando situações impostas (por vezes)...”
Há alguns anos atrás tive um episódio com uma colega de escola.
O seu sonho era viver da moda. Até já tinha concorrido a alguns concursos, incluindo o de Miss Portugal.
Naquela altura, tinha vencido um concurso de beleza qualquer (não me recordo qual).
Ouvia dizer, que esta se dividia entre as passerelles, fazendo passagens de modelos (para uma agência qualquer) e trabalhando como hospedeira de bordo.
Era uma mulher viajada que tinha uma apresentação brilhante. A sua pose divina e ensaiada tornava o seu charme um dom natural...
Talvez devido à vida que levava e aos assédios constantes, era uma mulher precavida e em diversas situações apresentava comportamentos de cariz naif...
Já a conhecia há algum tempo, todavia não tínhamos nenhuma relação de proximidade. Apenas nos cumprimentávamos no dia a dia da escola.
Contudo, quando nos cruzávamos os nossos olhares acompanhavam os movimentos de forma recíproca... Observando atentamente as características alheias...
Havia algo que parecia ficar no ar quando nos encontrávamos...
Numa noite de copos, talvez numa Quinta-Feira académica, fui a um bar onde decorria uma festa de estudantes.
O ambiente acolhedor e ao mesmo tempo desconcertado, convidava às conversas fúteis e às divagações dispersas da mente... De um modo pouco pessoal, as amizades e os conhecimentos fugazes davam asas a desinibições virtuais...
De copo na mão passeei-me pelo bar explorando todo o seu espaço... Toda a sua amplitude... Conhecendo e apreciando a Natureza humanizada do local...
O bar estava cheio de gente e parecia pequeno demais para suportar toda aquela multidão determinada a distrair-se...
Subitamente as luzes apagaram-se e no palco desfilaram alguns modelos...
O jogo de luzes movido pela música do desfile realçava os corpos que exibiam a moda contemporânea. E lá estava a tal rapariga...
Era sem sombra de dúvida a mais deslumbrante da passerelle... O seu andar sensual e bem apurado, faziam dela um vulto monumental que sobressaía em relação às restantes modelos.
A sua classe e a experiência que descrevia enquanto se passeava, encantavam os olhos da grande maioria do público masculino (até os não apreciadores de moda, como eu).
No final do desfile e enquanto bebia mais um copo ouvi:
- Então. Estás sozinho hoje? – Perguntou a tal rapariga da passerelle (que se encontrava agora perto de mim) de forma terna e agarrando-me pelo braço. – Onde é que ela está? – Questionou a mesma, olhando para trás de mim como se procurasse alguém.
- Ela quem? Não vejo ninguém! – Respondi sorrindo e fazendo-me de desentendido.
- Esquece. Gostaste do desfile? – Inquiriu a mesma, olhando-me com galanteio.
- Estiveste bem! – Exclamei.
Falámos pouco, pois não havia muito assunto de conversa. Porém a cumplicidade dos nossos olhos parecia antever uma posição de sintonia e de proximidade algures...
Era uma mulher linda. Estava vestida com um macaco preto e calçava uns saltos altos bem finos (que a faziam estar à minha altura)... Na cabeça, um chapéu preto e o cabelo apanhado...
Os seus cabelos harmonizavam-se com a sua pele clara e aparentemente macia... Os olhos verde claros expressavam a evidência do seu ser, um pouco da sua intimidade e da sua Natureza... Aquela boca carnuda e bem desenhada convocava-me para ela...
A sua entoação deliciosa e amorosa irradiava um calor para a minha atmosfera que me aquecia por dentro...
- Sabes uma coisa? – Interrogou atrapalhada a tal rapariga, parecendo ir arrepender-se das suas futuras palavras (efectuando um pequeno compasso de espera). – Acho que és o homem mais bom da escola!
- Ai sim? – Perguntei em jeito de resposta olhando-a e rindo do seu comentário. – Não me digas?
A sua atitude de investimento parecia esperar uma réplica da minha parte. Todavia, mantive-me impávido e sereno, desprezando o seu comentário e aguardando o desenvolvimento da conversa.
“Por vezes comportava-me desta forma, jogando com as mulheres e apreciando nos seus argumentos o seu desembaraço.”
No alvoroço do bar, os encontrões associavam-se ao clima quente que ali se vivia... As fragrâncias misturavam-se originando odores alterados e perturbadores...
O álcool e o fumo do tabaco conquistavam todo o ambiente... Por entre a balbúrdia real do bar, a tal modelo acabou por beijar a minha boca de uma forma arrojada. Mas depressa se afastou dizendo:
- Desculpa. Acho que bebi demais.
A sua insegurança ingénua fazia com que esta jogasse à defesa dos seus próprios ataques, das suas próprias estratégias...
Respondi amansando-a com um chocho e um apertão, tão fortes que nos fizeram furar por entre a massa humana que recheava o bar, até chegar a um canto junto ao WC.
Os linguados arrepanhavam sensações que aliadas aos abraços fortes forçavam os nossos próprios entraves físicos...
Provavam-se os sabores das bocas, estirando bruscamente os lábios... Mordendo e apalpando empenhadamente os corpos...
A sua essência perfumada e a lisura da sua pele engrossavam-me aos poucos... Deixando vir ao de cima o que de desejo imperava em mim...
Os seus olhos verdes ávidos atraíam severamente a minha razão... E a sua apresentação invulgar, que com todo o seu glamour compunha o seu corpo de forma exemplar e exclusiva... Numa oportunidade de desimpedimento cerebral, onde o carácter cedia à brandura da vida... Improvisando uma nova orientação dos acontecimentos...
No afrontamento de uma noitada regada a álcool embrulhada em boa disposição, as considerações impróprias encobertas pelas querenças, dão lugar à espontaneidade... Avançando para alguém, ou apenas deixando que se aproximem de nós... Cotando a nossa importância...
Disponibilizando e brindando gratuitamente saberes ancestrais... Sujeitando o corpo e a alma a um ensaio acerca da nossa razão de existir...
Aquele chapéu preto na cabeça e o rabo-de-cavalo convidavam ao exagero e ao caos...
A minha colega de escola, possuía dotes genuínos que eram capazes de satisfazer todas as minhas carências masculinas...
- O que é que te apetecia fazer? – Perguntei, enquanto corrompia o seu pescoço e apertava as suas nádegas de forma perversa (de encontro a uma parede).
- Que queres dizer? – Respondeu empurrando-se a si e a mim para a parede oposta.
- Apetecia-me tirar-te a roupa e entrar em ti. – Afirmei segredando ao seu ouvido e projectando-a para a parede inicial.
Enquanto isto, algumas pessoas que se encontravam por perto, presenciavam a ocorrência. Ao contrário, nós parecíamos não nos importar.
Os beijos eram calorosos e delirantes...
- Não é que não me apeteça! Só que...
- Só que o quê? – Interroguei interessadamente, deliciando-me nos seus lábios molhados e apreendendo as suas mãos com as minhas (ao lado dos nossos corpos), impedindo que esta me arremessasse de novo.
- Não penses que sou dessas! – Exclamou, mudando habilmente de estratégia.
- Não penso! – Respondi sorrindo. – Tenho a certeza!
Desamarrando-se das minhas mãos de uma forma impetuosa, a minha colega apertou-me o pénis com alguma violência.
- Fogo! – Disse perplexo.
- Magoei-te? – Questionou a mesma de um modo afectuoso, mas em jeito de chacota.
A minha mão direita desceu até à sua vagina e apertou-a mansamente, enchendo todo aquele espaço. Ao mesmo tempo que prevaricava o seu rosto apetitoso propus:
- Apetece-me dar uma queca contigo!
- Estás doido! Não! – Gritou baixinho, empurrando-se a si e a mim novamente para a parede contrária. – Já te disse que não sou dessas!
- Quais “essas”?
- Dessas que estás habituado! – Respondeu.
“Não sei se era somente por estratégia feminina, mas a tal rapariga fazia questão de deixar bem clara a sua ideia.
O que é certo, é que o seu corpo estava a deixar-me louco... Só me apetecia ocupá-lo... As minhas mãos e braços batiam-no aos poucos...”
O ânimo instintivo de um ritual preliminar a um emparelhamento instigado pelo álcool, inspiravam um novo tipo de abordagem, um novo desejo... Possui-la ali no bar.
- Não posso! A sério! – Reagia irritada a um convite meu para entrar no WC.
- Porquê? – Insisti, enquanto vagabundeava os meus lábios nos seus de um modo desnorteado e confuso.
- Estou com o período. – Disse, mirando-me com alguma seriedade. – Não é por falta de vontade!
- Isso não é problema! – Assegurei esfregando a mão na sua vagina, incitando-a a alinhar na minha proposta.
A sua perturbação era evidente, e esta já indicava indícios de excitação e de indecisão... Parecia estar a vacilar.
- Ai! ai! – Gemia a mesma, perdendo-se nos meus beijos e apertões.
Discretamente, desloquei-me com ela (enrolados um no outro) até ao WC feminino.
Ao entrarmos, fechei a porta... Colámos os lábios e apegámos os corpos, roçando neles o desejo armazenado no nosso interior...
As minhas mãos descobriram rapidamente os seus seios convidativos, numa luta tirana entre mim e a sua roupa. A sua pele era tão lisa e branda...
Uma das minhas mãos entrou dentro das suas calcinhas, (por trás) de forma a arriar-lhe a vestimenta.
- Não! – Exclamou, controlando as minhas mãos. – Não quero!
- É uma pena! – Declarei, enxergando o seu rosto com um sorriso.
- Ai é? – Questionou a mesma com um ar manhoso e lascivo, enquanto desabotoava as minhas calças. – Achas que é?
Atrevidamente mergulhou a sua mão dentro das minhas calças em busca do meu pénis.
A minha colega modelo massajava-o agora de forma agradável, enquanto amaciava os meus lábios.
Encostado à parede, deixei-me administrar por ela que subitamente colocou a sua boca no meu pénis (No primeiro contacto quase que perdi o equilíbrio)...
De joelhos no chão, a minha colega chupava-o a pouco e pouco engrandecendo a minha vontade sexual...
Os seus lábios quentes e a sua abertura ensopada presenteavam-me com sexo oral, fazendo crescer o meu apetite...
As minhas mãos sem caminho definido alisavam os seus cabelos e acariciavam o seu rosto...
A delicadeza com que esta segurava o meu pénis e a forma atenta como o acalentava, comportavam-me para uma dimensão equidistante... Em direcção ao êxtase...
Ao longe, bem ao longe ouvia-se música vinda do bar, numa mescla nada organizada com as vozes das pessoas que o compunham.
O meu estado de brio ultrapassava a realidade daquele contexto, abstraindo a minha lógica e afastando-me mentalmente dali...
De uma forma ímpar, manejava o meu pénis oferecendo-me sensibilidades descomunais... Conduzindo-me para lá da minha importância terrena...
Lentamente e de um modo dinâmico, a minha nova amiga exagerava da minha inércia e tomava cada vez mais a minha gerência, apressando e provocando emoções...
Com uma regularidade viva o meu pénis desaparecia entre os seus lábios... Fundeado na sua boca e estimulado pela sua mão habilidosa...
As minhas mãos amarravam a sua cabeça, escoltando a prontidão dos seus movimentos amorosos...
O meu corpo ecoava por dentro e contorcia-se face aos seus afagos orais... No alargar de um rebuliço intensificado...
Uma actividade dominadora, domesticava-me na rebeldia da sua boca... As carícias e comidelas ao acaso, pareciam dar agora lugar a uma movimentação cada vez mais mecanizada e cadenciada, sequenciando uma composição sistemática até ao fim... Promovendo um rebentamento derradeiro...
O calor brotava do meu corpo e a minha mente abraçava-se ao desígnio do orgasmo... Demandando por ele...
A actuação profana acalorava a frieza daquele local absorto... Éramos então processos encetados na universalidade microscópica dos seres humanos.
Uma circunstância convocada por uma pretensão adaptada a recursos e encadeamentos advindos da casualidade de uma oportunidade...
Quando me vim... Cerrei os olhos...
No instante do orgasmo senti-me sem espaço e sem respiração... Desequilibrei-me e rebentei de um modo fogoso...
A minha colega não parou e insistiu no exercício... Concluindo a rota até ao epílogo...
Preso à sua cabeça fiquei passivo e deliciado, enquanto a minha colega abrandava o ritmo do seu desempenho avassalador...
No final afastou-se e timidamente procurou limpar-se disfarçadamente. Nessa altura abri os meus olhos e abaixei-me junto dela, beijando-a na boca.
A tal rapariga que era modelo observou-me de um modo acanhado e na eloquência dos olhos verdes disse:
- Foi bom?
È claro que foi bom! Foi bom demais (pensei).
Esta modelo executou um feito mágico poderoso, tomando-me as rédeas e governando-me de um a forma primorosa.
Esta rapariga magnífica deixava no ar o desejo futuro de a ter de outra forma e noutro contexto...
Mas como: “nem tudo o que começa bem acaba bem”. E até porque me estava a escapar um pormenor básico e algo relevante, resolvi perguntar-lhe de um modo ingénuo:
- Qual é o teu nome?
Acabou por dizer-me o seu nome, contudo nunca me perdoou o facto de não o saber.
Mas na verdade desconhecia mesmo o seu nome.
Foi-se embora dizendo que: “nunca tinha sido tratada desta maneira” e a partir daí começou a evitar-me.
Um dia mais tarde, proporcionou-se uma conversa, mas Andreia (era esse o seu nome) nunca esqueceu o sucedido e fez de conta que nada se passou. Tudo ficou igual.
“Nessa altura fomos ingénuos... E talvez por orgulho, perdemos alguns momentos bem passados a dois.”
Desde aí, nunca mais me esqueci do seu nome... Nem daquela ocasião.
Peter Pan 2004 in http://loucurasproibidas.blogs.sapo.pt/
25 de Abril
Precisamos de outro 25 de Abril!
Mas terá de correr sangue... Muito sangue!
O Contador de Histórias 2008 in http://foda-se.blogs.sapo.pt/
A galinha dos ovos de ouro
Certo dia uma galinha
fez cócórócócó
Ficou tudo doido
ohhhhhhhhhhhhhh
Acta número catorze do Consílio dos Tristes
Vocês sabiam que o suicídio é a maior e mais profundas das loucuras humanas? E que a tristeza é uma das maiores benesses concedidas? Sabiam também que nunca devemos pedir auxilio nem apoio a ninguém? Já se deram conta que estamos numa de “salve-se quem puder” e “Que se lixe o amor”?
A Presidente do consílio
Charme natural
Esfrega as mãos… Por entre corpos que atormentados ignoram quem passa… No meio de olhares indiscretos que primam e prezam a descrição… Abrem-se e fecham-se mentes… Viaja-se e toca-se o vento… Num só momento… Mostram-se os dentes e disfarçam-se sorrisos… De indiferença ou vergonha… Passo de dança… Gesto sublime… Presença… Charme natural que convida…
Pedro 3-2-08 in http://namagiadeumpoema.blogs.sapo.pt/
Turismo acidental…
Roupa despida… Luz habitual… Encontro com a vida fácil… Casual…
Aroma empolgante… Sabor a mar… Cheiro a café com leite… Nacional…
Abro os meus braços… Esfrego-me só… Aguardo por ti com calma… E atenção…
Uma loucura que chama por mim… Atrasa o meu passo… Apressa-me sem dó…
Com sombra e sem ela rebato-me para trás… Invento o impossível e chego lá…
Peter Pan 2008 in http://loucurasproibidas.blogs.sapo.pt/
Porquê?
Porque é que o Sócrates e o Cavaco não morrem de uma vez?
O Contador de Histórias 2008 in http://foda-se.blogs.sapo.pt/
A menina que todos chamavam cigana
A menina bonita
Andava só
Ela era linda
saía à avó
...
Nem sempre tomava banho
Nem sempre mudava de roupa
Às vezes chamavam-na de cigana
E ela gritava: Calem a boca
...
"Se sou cigana
Onde está o BMW
O Audi e o Mercedes
O subsídio e o rendimento minimo
O olé e as palminhas"
...
A verdade é que a menina
Não era cigana!
Era pobre!
Francisca (xica namoradeira) 2008 in http://xicanamoradeira.blogs.sapo.pt/
Acta número treze do Consílio dos Tristes
Ando com falta de paciência. Um dia acabo com isto. Creio Está na altura de passar a pasta a outro. Se alguém a quiser, porque para mim já chega.
É difícil lidar com pseudo artistas, com frustrados que dizem fazer arte, é complicado reunir trabalhos. No fundo não passam de desabafos com pouca qualidade…
A Presidente do consílio
Reconhecer-te
Numa brisa imensamente confusa… Tudo se quer, se perde e se vai… Não há estrelas nem céu… Só vontade mais saudade… Nada se compra, nada se vende… Tudo se quer… Não há mais nada nem ninguém… Porque te avisto sempre que abro e fecho os olhos…
Pedro 26-11-07 in http://namagiadeumpoema.blogs.sapo.pt/
Quase ao acordar…
Estava no trabalho… Naqueles momentos em que não há nada para fazer… Apenas deambular no vasto campo que a mente nos proporciona…
Estava sentado… Comecei a pensar em ti… Em nós… Comecei a excitar-me… Não aguentei e levantei-me… Sem que ninguém desse por isso saí… Dirigi-me ao WC… Fechei a porta desapertei as calças… Comecei a bater uma… As minhas pernas tremiam e o meu coração saltava dentro de mim… Estava demasiadamente excitado… Vim-me na direcção da sanita… Mas foi com tanta força que acabei por ter de limpar a parede… Respirei fundo e molhei o meu rosto…
Ainda atordoado voltei ao local onde estava… Respirei novamente e olhei à minha volta…
Hum… Não aguentei… Tinha de ser… O dia ainda ia ser longo…
Peter Pan 2008 in http://loucurasproibidas.blogs.sapo.pt/
Vamos dar cabo deste governo de merda!
O Contador de Histórias 2006 in http://foda-se.blogs.sapo.pt/
Final feliz
A minha caixinha engraçada
Gostava de olhar para mim
Tal como eu a olhava
Acenando sempre que sim
...
Foi uma surpresa quando explodiu
Ninguém esperava, nem mesmo eu
Nunca mais se ouviu um piu
Desta caixinha que "alguém" nos deu
Francisca (xica namoradeira) 2008 in http://xicanamoradeira.blogs.sapo.pt/